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  • Thainá Carvalho
  • 25 de nov. de 2018

O que alimenta minha ilusão de liberdade? Qual quê me faz achar que posso pegar meus sonhos com as mãos? Não importa. Há sempre muros que me cercam. Muros finitos, que me deixam entrever, brevemente, tudo o que não posso ser. Tudo o que está do outro lado canta e eu, aqui, torno-me consciente, amedrontada da minha miséria. É preciso ter sangue frio pra gritar foda-se. Eu sou liberdade.

 
 
 
  • Thainá Carvalho
  • 25 de nov. de 2018

A mim, a paz dos caminhos pouco trilhados, onde o tempo lagarteia. A mim, o silêncio das nuvens. A mim, o desvario e suas asas. A mim, os castigos premeditados por erros que não podiam deixar de ser cometidos. A mim, as pálpebras adormecidas, as palavras que pouco importaram e as dores que viraram rancores. A mim, a monotonia das paredes amarelas. A mim, o resto, o sentimento, os ecos, os ecos, os ecos.

 
 
 
  • Thainá Carvalho
  • 25 de nov. de 2018

O que eu faço com o mundo? Eu não planto flores, não abraço causas, não entendo de política. Mas o mundo está perdido, irrevogavelmente. Há quem veja, pelas grades de fumaça, esperanças cósmicas de estrelas que habitaremos – se as projeções estiverem corretas, se os números baterem. Eu não vejo nada. Os otimistas, os que se movem, acreditam em preservação, reconstrução, tempos que ainda dão. Há algo mais além de músicas de redenção? Eu não acredito em nada. Estou perdida. O que o mundo fez comigo?

 
 
 

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