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  • Thainá Carvalho
  • 25 de nov. de 2018

Eu sou como folha seca que cai, sem mais, nem menos. Livre de escolhas, livre de si. Quem sou eu ao sabor do vento? Incapaz de dar meia volta, já escrita por estrelas, luas, planetas e pedras. Quem sou eu ao sabor do tempo? Ignoro – nada me desperta. Não me agrida, que não vou reagir. Não me diga, que não vou fazer. Não me oprima, que não vou resistir.

 
 
 
  • Thainá Carvalho
  • 25 de nov. de 2018

Eu estou parado, mas minhas veias pulsam e se conectam e se movem. Eu estou deitado, mas meus pés correm em disparada pelo mar que me lava dos dias vividos. Eu estou só, mas meus braços se arrepiam dos afagos que ficaram comigo. Eu estou no escuro, mas eu vejo meu próximo amor, a mão dada, o sorriso de flor. Eu estou morto, mas meu coração bate como relógio que volta no tempo que se desfaz no peito que bate em movimento que reinicia o ponteiro que me traz ao nascimento.

 
 
 
  • Thainá Carvalho
  • 25 de nov. de 2018

Diga pra mim mentiras de amor, promessas de fuga a dois, gemidos de primeiras vezes. Cante pra mim e componha infernos onde queimaremos juntos, sem cerimônia. Grite pra mim o chiado da chuva que cai sobre nós, e ensopa nossos pés enroscados. Sussurre pra mim o som da sua voz, canção do meu eu, que fica mudo, sem nada a declarar.

 
 
 

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