28.05.2020

Carta enviada pelo amigo escritor Thiago Medeiros,

junto com um livro de Andrea Ferraz, presente tão necessário nesses tempos.

Pensei muito antes de escrever essa crônica. Não sabia bem como abordar esses tempos.

Considerei escrever algo leve para desanuviar, mas não lev...

29.04.2020

A quarentena gerou pessoas ansiosas, com o coração batendo a mil preso entre quatro paredes (os que podem). Seja para distrair ou para fazer refletir, a literatura se faz não apenas necessária, como também acessível em tempos de pandemia. Confira algumas obras que estão...

07.04.2020

 (colagem: Thainá Carvalho)

Venho me arrastando há semanas em um livro de Clarice Lispector. Claro que eu gosto de Clarice (e se eu não gostasse, não ousaria dizê-lo), mas, às vezes, o tal alto nível me cansa.

Por despeito, comecei a ler O Parque dos Dinossauros no último...

25.03.2020

 (foto: Maria Marão)

Semana passada, lancei meu primeiro livro, 'Síndromes'. Eu poderia passar muitos textos falando sobre como foi a experiência, mas nada descreveria melhor do que o e-mail que recebi de uma leitora-escritora. Ela me contou a história de sua vida citand...

19.03.2020

Em tempos de coronavírus, a distração em si é um remédio para a saúde mental. E quando tudo ao redor parece meio apocalíptico, algumas leituras podem nos ajudar a refletir sobre a quase irrealidade desse mundo em que vivemos.

Em tempos de isolamento, as conexões feitas a...

22.08.2019

Olhou para as estrelas como um desafio à morte. É que os olhos já não enxergavam muita coisa, e os pés doíam mais e mais a cada dia de menos. A resignação vinha aos poucos, em forma de nostalgia, como se a memória fosse a um só tempo resistência e justificativa para uma...

22.08.2019

Olhava para os livros como se fossem filhos. Cada um lembrava um aspecto de si mesmo, um dia agradável ou uma pessoa que fazia falta. O quiosque servia mais como armário de recordações do que ponto de venda. Sentado em um banquinho, aproveitava todas as tardes ali para...

22.08.2019

Avaliou o silêncio deixado na casa pela partida dos filhos. Seco e incontornável, preto e branco. A companhia do marido equivalia à de uma almofada no sofá, talvez mais inútil. Ela própria sentia-se sem razão de ser. Via-se obrigada a aproveitar a liberdade de não ter g...

22.08.2019

Contava os dias como quem pula ondas: jogando-se em câmera lenta nas partículas de luz. Espalhava-se pela rotina sem atentar muito para as horas que faltavam até a chegada dele. O retorno e a partida, mais uma vez. Estavam acostumados, mas o mundo não. Terminaram? Quand...